terça-feira, agosto 29, 2006

muita gente diz que papagaio fala mas ele só repete.


Depois da premiação que ganhei me senti meio que obrigada a fazer uma fala a respeito do prêmio.Afinal um prêmio desses deve servir pra alguma coisa num é?

A palavra chave é criar.
Mas não dá pra partir do nada sempre se parte de algo, é meio óbvio né?

Aí eu lembrei de uma frase que eu gosto muito:
"o homem preferirá o nada a nada querer" f.nietzsche.

_ Cara!!! essa frase se encaixa muito bem aqui.
_ pra quê fazer um blog pra ficar só repetindo ?
_ Ao invés do blog se chamar micinete deveria se chamar papagaio.
_Acho que tô precisando ficar com tempo pra ficar lendo, viajando no que leio, ou seja, preciso mesmo é de tempo pra criar.
_ Que telada esse prêmio hein?!
_ É!
_ Quem te premiou.
_ Não vou dizer.( acho ki o próprio blog mereceu)
_ mas tu conhece.
_ sim, ele é um amigo, considero - o um amigão!
_ nossa!!! imagine se não fosse.
_ ele é assim mesmo, as vezes dá cada telada. deve ser por isso mesmo que gosto tanto dele.
_ por te dá telada?
_ não necessariamente.
_ então por que?
_ amigos!!! sei lá por que são amigos são simplesmente!
_ ah tá!
_ só pra finalizar lembrei de uma coisa que li hoje .
_ o que é?
_ poesia deve ser dita nua e crua sem obrigatoriamente ter que agradar.tchau!
_ flw!

segunda-feira, agosto 28, 2006

Prêmio "Copy/Paste"Para aqueles blogs que a pessoa responsável escreve pouco, mas enche o blog de textos copiados de outros lugares e letras de músicas que todo mundo já conhece. A pessoa não cria quase nada e enche o blog de material alheio.

** ganhei essa premiação
nossa nem me toquei ki merecia tanto
mas naum sei quanto tempo vou suportar tão grande premiação.

domingo, agosto 27, 2006


Ciranda do ESCUTA
Angela Linhares.
perto do coração
aqui mesmo
escuta meu amor
desenha um sol pra mim
ciranda meu amor
se lembra que a cidade é lenda
e eu nem sei contar
e a nossa rua acorda uma canção feliz
e a nossa rua acorda
mora no sertão do teu olhar a minha rua
que acorda uma canção feliz
e a nossa rua acorda uma feliz
e nossa rua acorda.

sexta-feira, agosto 25, 2006

uma das preferidas.



A uma certa Flor.

Um dia disseram-me:
"Amar, por amar, o outro e toda gente!"
Apaixonante!
Independente!
Sentimentos livres e espontâneos
Perguntas curiosas sem medo de sentir
o bom, a dor, a alegria, o extase, o ruim.
Respostas com o corpo.
O corpo da resposta.
Não são apenas palavras vazias.
É realidade vivencial.
No mundo todo se vive, não se veve.
A ordem é seduzir tudo!

domingo, agosto 20, 2006

a casa das três marias





Repente pra maria
água de quartinha

"vem vem maria
vem maria
vem vem maria
vem vem vem maria
corre maria vem ver a lua brilhar..."

sexta-feira, agosto 18, 2006

aff...minhas férias


Minhas férias
Pato Fu
Composição: Indisponível
É duro viver todo dia
Quase todo dia eu vivo de montão
Procuro sempre novos modos de viver
E vivo sempre da mesma maneira
AIé, Ié, Ié... Ié, Ié, Ié...
Logo cedo eu ganho um monte de bom dia
o dia é tão comprido
Eu durmo de noitão
Procuro novos modos de não morrer
E morro sempre da mesma maneira
AIé, Ié, Ié... Ié, Ié, Ié...
Eu estou vivo
Eu tô vivinho
Eu tô vivão
Tirar umas férias
Que tal tirar umas férias
Foi só uma maneira de esfriar o cabeção
Mas minha cabeça tem duas partes
Parte A e parte B

quarta-feira, agosto 16, 2006

amor rima com flor


Pra quem ainda vier a me amar
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras,
pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos,
emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara,
corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo
amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no
papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes.
Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen.
São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor
dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e
dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meus
amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras
superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque
ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grnade amor, mas virá sempre
antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço.
Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o
gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um
grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam
quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez a
dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para
inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz
nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não
preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos de completar. Somos, um para o
outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.
Roberto Freire.

segunda-feira, agosto 14, 2006




Balada do Louco
Rita Lee

Eu juro que é melhor

Não ser um normal

Se eu posso pensar

Que Deus sou eu

sexta-feira, agosto 11, 2006

a mãe de gorki


**eu não nunca demorei tanto pra ler um livro como esse passei quase um semestre pra lê-lo e depois que terminei só me vem uma música na cabeça:



Complexo de Épico
Tom Zé
Composição: Indisponível
Todo compositor brasileiro
é um complexado.
Por que então esta mania danada,
esta preocupação
de falar tão sério,
de parecer tão sério
de ser tão sério
de sorrir tão sério
de se chorar tão sério
de brincar tão sério
de amar tão sério?
Ai, meu Deus do céu,
vai ser sério assim no inferno!
Por que então esta metáfora-coringa
chamada "válida",
que não lhe sai da boca,
como se algum pesadelo
estivesse ameaçando os nossos compassos
com cadeiras de roda, roda, roda?
E por que então essa vontade
de parecer herói
ou professor universitário
(aquela tal classe
que ou passa a aprender com os alunos
-- quer dizer, com a rua --
ou não vai sobreviver)?
Porque a cobra
já começou a comer a si mesma pela cauda,
sendo ao mesmo tempo
a fome e a comida.

quinta-feira, agosto 10, 2006

poesia marginal



quando li esse livro fiquei pensando nas coisas que eu escrevo que não se encaixam em canto nenhum, não consegue ganhar somente um adjetivo ou talvez ganhe todos.
e o que mais gostei no livro foi essa frase "poesia é poesia não precisa de adjetivo" do nicolas behr.gostei tanto que resolvi fazer um zine com essa frase na capa.bom numa coisa eu concordo o que eu escrevo é marginal por estar à margem na produção literária, porque quase ninguém conhece e também não é marginal intencionalmente é mais por falta de informação ou por gosto mesmo.

quarta-feira, agosto 09, 2006

um olhar mei...




O Olho do Lago
Tom Zé
Composição: Cid Campos

No lago do olho
De lado no lodo
De olho no lado
No lodo do lago
Lágrima afunda
Profunda lama
Olho
Lodo
Lado
Lago
Lama




domingo, agosto 06, 2006


DAS VANTAGENS DE SER CONFUSO
Nicolas Behr


olhar e ver tudo torto, errado
das vantagens de ser incoerente
demente, temente, tenente, patente
das vantagens de ser repititititititivo
das vantagens de ser livre, foda-se!
das vantagens de se fingir de morto
qual peixe na feira, olho aberto, parado
das vantagens de ser totalmente louco,
pirado, sem nenhum compromisso com
nada, escravo da mente, sem consciência
celular, sem celular, sem a porra da
agenda, sem rima, sem nada,
só a loucura insana a te emoldurar
a alma
loucura - esta bela armadura
esta couraça intransponível
este colete a prova de tudo
este poema, impiedoso,
a te perfurar o coração

terça-feira, agosto 01, 2006


"Não sou braco, nem preto, nem vermelho, nem amarelo.

Faço amor com uma mulher porque porque a amo e a desejo, não porque tenho uma certidão de casamento ou por estar faminto de sexo.

Não sou alemão, nem judeu, nem cristão, nem italiano, sou um cidadão da Terra.

Só uma coisa importa: viver um vida boa e feliz.Faça o que seu coração mandar, ainda que ele o leve a caminhos que almas tímidas evitariam. Mesmo quando a vida for um tormento, não permita que ela o torne insensível." (WILHELM REICH).

**Um amigo me emprestou esse livro e o li ontem. Achei muito massa, sabe aqueles livros que depois de uma leitura te entusiasma pra vida?!

Gostei por isso fiquei muito entusiasmada,as vezes ele é um pouco direto com você e isso te faz se indetificar com alugumas coisas que você certamente tenha vacilado, mas outras você sente-se feliz por não ser um zé-ninguém.

Ser zé-ninguém em algumas coisas implica que você é um zé-ninguém, não existe um meio zé ninguém, acabei me contardizendo né?!

Mas quando se ler um livro desses que te fala da vida, sua missão é se curar.Talvez algumas pessoas achem isso muito romantismo bobo, mas eu não tô nem aí é o que simplismente eu penso.**

P.S.: MAIS INFORMAÇÕES LEIAM O LIVRO,ORA!