terça-feira, outubro 31, 2006



Penélope - Oportuno Silêncio
Sinto que muito não foi dito
Tudo é aleatório para acontecer
E o passado, quando não enterrado,
teima em aparecer
Ela sente um temor
Ele supera a sua dor
Ela sente o coração
Ele acha que é tudo em vão
E não insistem
E todos os dias ela leva um grande tempo
imaginando o que usar
E ele passa as horas só pensando
no que por baixo dela está
Ela sente um temor
Ele supera a sua dor
Ela sente o coração
Ele acha que é tudo em vão
E não insistem
Ela sente a sua presença
Mesmo estando só em casa
Não há no que pensar
Ele fala e se convence
Que o amor é química
E pode controlar
- Mas como ela está tão linda!
Acho que não vou me segurar
Se eu escuto a sua voz doce
Esqueço até como pensar
E não insistem
* eu falo muito, mas quando fico calada eu escuto muita coisa boa, eu adorei ficar conversando com um cara que eu nem conhecia, que até agora eu nem sei o nome dele e nem ele sabe o meu, eu sei que ele não vai ver_ se a gente se ver de novo a gente se fala,_ mas eu quero te ver de novo, _ eu tb, _deixa eu tocar pra tu?, _ toca!, abraço bom de sons!!!

quinta-feira, outubro 26, 2006


parece que eu não pareço mais com a pessoa que eu parecia parecer.
eu pareço com um monte de gente mas não pareço comigo.
eu só sou se eu se eu for igual pro resto da vida?
se eu fizer uma coisa que eu nunca fiz antes eu não pareço mais comigo?
se mudar de opinião não tenho mais opinião?
se eu não fizer, dizer e andar como todo mundo anda eu não sou normal?
eu não gosto de igualdade.
a diferença existe.
e a igualdade vem da diferença.
chega dessa coisa de todo mundo lutar pra todo o mundo ser igaul a uma tal coisa que um bonitão das tapiocas disse e todo mundo vai dizendo amém.
"eu sou o meu próprio lado" *
não sou do lado A.
nem sou do lado B.
por que existe mais lados do que a gente imagina.

*do livro o menino maluquinho, p. 85 , teoria dos lados, ziraldo.

domingo, outubro 22, 2006

aboio.


Aqui nesse cantim de mundo.
as casinhas são bem juntinhas,
as calaçadas abarrotadinhas de conversas
e naquela esquina de encruzilhada
tem sempre uma cantoria ou uma batucada.

Aqui a gente escuta os aboios sem boiadas.
os aboios que vem de lá do interiorzinho de cada um que passa por aqui,
lá eles aboiavam só boi
mas aqui se aboia de tudo
o aboio aqui não é pra tanger é pra chamar:
um cherim verde,
um oim di aio,
uma escuta de músicas,
um gostim de pirulito feito somente de açucar
e um tatear de redinha
por aqui quase todo mundo tem rede, rede aqui é um balançar.

E de vez em quando passam uns aboios mais altos
lá se vem @s boiadeir@s da arte
com seus tambores, suas alfaias, zabumbas e batucadas,
perna de pau e pau de fitas,
uma criançada de roupa engraçada,
um monte de gente tocando, cantando e dançando.

Nesse aboio todo não passa um boizim?
mas lá se vem o boi,
por aqui só tem ele é o surubim
passa dançando e rodando sua saia de chita.

Passam pela Fumaça,
pelo Planalto,
pela Tongil,
pelo Feijão,
pelo Inferninho
em cortejo vão até a lua.

Vão cortejando tudo vão cortejando o mundo...

sábado, outubro 21, 2006

as veiz eu bebo pinga...









Pato Fu - Pinga

Eu tomo pinga
Eu não sei o que é melhor pra mim
Eu tomo pinga
Mesmo já sabendo o que vai dar no fim
Eu tomo pinga
Será que eu tô gostando de viver assim?
Eu tomo pingaSerá que isso é bom ou ruim?
Aah... Aah....
Se eu fosse o Pelé tomava café
Se eu fosse o Tostão tirava o calção
Se eu fosse o Dario pulava no rio
Se eu fosse o Garrincha não pulava não
Se eu fosse o Pelé tomava café
Se eu fosse o Tostão tirava o calção
Se eu fosse o Dario pulava no rio
Se eu fosse o Garrincha não pulava nãoEu tomo pinga
Eu não sei o que é melhor pra mim
Mesmo já sabendo o que vai dar no fim
Será que eu tô gostando de viver assim?
Será que isso é bom ou ruim?
Aah... Aah....
Se eu fosse o Pele...
Se eu fosse o Tostão...
Seu eu fosse o Dario...



***eu não sei beber, eu fico pentrebada facim, mas mesmo assim ainda bebo, e também por que ainda tenho que beber numa inauguração e numa despedida só nessa semana, não aprendi ainda a beber pinga então eu preciso de bastante experiência!!! ah sempre tem algum amigo e alguma amiga ki ti acompanham até em casa eu amo vcs viu?! eu amo vcs viu?! eu amo vcs viu?!

quinta-feira, outubro 19, 2006

aff tudo por causa de um cabelo...

_ minina tu cortou o cabelo?
_ahã!!!
_ quando você tinha o cabelo grande parecia uma mocinha descente. mas agora tá v um homi.
_ ai é?!
_ na biblia diz que se vc cortar a pontinha do cabelo que meta a navalha.
_pois é eu meti a navalha num foi?!
_ vamu pra igreja.
_não posso.
_a gente ter ki ter tempo pra deus.
_é mais eu naum posso.
_olha eu venho aki na sua casa.
_vc me desculpe mais eu não quero ir.
_pq?
_é melhor eu não dizer.
_vamu minha fia.
_eu não preciso desse Deus.
_minina!!!
_eu tenho ki ir.(e fui)

sábado, outubro 14, 2006

estou me sentindo extranha hoje.


sasã não perdeu sua força.
mas ganhou uma extranheza legal.

quarta-feira, outubro 11, 2006

ontem na aula...

as eleições não vão salvar a nação
não é a solucão.
mudar alguma coisa muda.
mas não quero nenhum governo me governando.
eu me governo.
i eu não sou obrigada a votar em alguém.
nem esquerda nem direita.
não existe ninguém bom que não seja ruim.
ora mais!!!
haha até parece que a direita também não era assistencialista.
como assim renunciar a si mesmo por um objetivo comum?!
se é comum não deveria fazer parte do meu desejo individual?
é isso aí o lula molusco tinha que dizer alguma coisa inteligente
só sei que nada sei(hihihi).
por que o socrates falava isso i era inteligente e o lula molusco não?( kkkk)
até parece!!!!!!

terça-feira, outubro 10, 2006

encontro com coiote

eu amo de amor o espirito coiote.
meu amor de amar a possibilidade de amar.
que não adjetiva nem substantiva.
que não é definido nem indefinido.
é vivido simplesmente.
antes que se pense isso ou aquilo, eu me declaro:
não quero ficar com o coiote.
mas gosto de ficar com o coiote.
não sinto saudade nem ciume nem inveja.
só gosto.
talvez os coites despertem algo que não sabemos o que é.
que inicialmente levamos pro mais fácil.
mas agora sei que é amor.
sem necessidade.
amor por gosto totalmente desnessário.
sei lá...
não é uma grande coisa.
nem uma pequena coisa.
não é uma coisa.
é eu.
sou que sinto.
sinto amor pelo coiote.
mas sinto amor por tudo e tod@s agora.
e não preciso do coiote pra amar. só viver.

domingo, outubro 08, 2006

** sem os defuntos o mundo da arte estaria mais morto?

A Necrofilia da Arte
Pato Fu
Composição: Gilberto Gil/Rubinho Troll

A necrofilia da arte

Tem adeptos em toda parte

A necrofilia da arte

Traz barato artigos de morte

Se o lennon morreu, eu amo ele

Se o marley se foi, eu me flagelo

Elvis não morreu, mas não vivo sem ele

Kurt cobain se foi, e eu o venero

A necrofilia da arte

Dá meu endereço a quem não gosto

A necrofilia da arte

Faz compreender quem não conheço

Zunfus trunchus que eu nem conhecia

Virou meu star no outro dia

E se os mortos não ficassem conhecidos justamente depois da morte? se eles nunca ficassem conhecidos ? por que eu sou apaixonada por um monte de defunto. Na verdade a maioria do que leio estão mortos. Mas ainda bem que eles ficam conhecidos depois de mortos. Mas deve ter um monte de defunto anônimo por aí.

sexta-feira, outubro 06, 2006

eu e roberto sem cléo e daniel


Não nego que Deus existe, embora você não possa compreender de que forma eu entendo essa existência dele, em nós. Meu problema é arrancá-lo de mim. Mas não sou tolo como a maioria dos pagãos que cortam Deus de si, sem extirpar-lhe a raiz. Sei que é mais dificil, mas sou paciente e tenho coragem suficiente de sobra para isso. A dificuldade maior está em que suas raízes penetram fundo no sexo, no cérebro e no coração da gente. Para arrancá-las, corre-se o risco de trazer junto a essência e o valor dessas três coisas indispensáveis para se continuar vivo. Mas eu vou descobrir um jeito, você vai ver, de arrancar as raízes de Deus de dentro de mim, permanecendo vivo e inteiro.

R. F.

quinta-feira, outubro 05, 2006

eu e roberto e cléo e daniel


o opsto do amor não é a indiferença é a morte...
mas o que seria da vida se vivessemos de indiferença?
seria morte.
tantos zumbis.
viver amar.

quarta-feira, outubro 04, 2006

A mini série eu e roberto e cleo e danile...


Escrever como se pudesse colocar nas palavras aquilo que sinto sem virgulas tudo de uma vez como vem os pensamentos e as sensações sem regras só com começo e ponto e final.

Desde que um amigo me apresentou o coite fiquei muito curiosa pra conhecer cléo e daniel. O coite é como se fosse a possibilidade de viver o instinto sem necessariamente largar a contrução social do ser humano é como se fosse alguma coisa entre o caos e a ordem algo entre o amor e a morte, sei lá... é alguma coisa que me encanta mais que eu não sei explicar...

(uma conversa com roberto )
Uma vez uma pessoa perguntou qual era meu sonho e eu idiotamente querendo responder alguma coisa bonita acabei dizendo uma coisa futil e bem fácil. E essa pessoa ficou frustrada dizendo que ali não tinha juventude que quisesse sonhar em mudar o mundo. aí eu fiquei toda errada... mas hoje eu é que pergunto mudar o mundo pra quê? porquê? pra quem? Não suporto a idéia de mudar o mundo pra uma coisa só, tipo lutar pelo socialismo, comunismo, cristianismo, feminismo, partidarismo, democratismo e até mesmo anarquismo apesar de gostar muito das idéias anarquistas mas precisamente da pedagogia anarquista de uma política do cotidiano e de um amor de elefantes. mas ainda sim não quero mudar o mundo só pra mim eu sou o mundo ele muda juntinho comigo. aí ele disse algo muito legal nenhum ismo vai salvar ninguém...só o amor...mas eu descobrir que o amor não existe...

puta que pariu uma vez uma pessoa tinha dito que amava mas sabia que o amor não existia. (como é isso?!) agora eu entendo mais ou menos o que ele disse, mas preciso conversar mais com o roberto pra entender melhor o que ele diz na verdade eu preciso literalmente encontrar mais o roberto dentro do roberto como hoje no segundo parágrafo de alguma página...

terça-feira, outubro 03, 2006

o que ele tem que me atrai tanto...

Porque eu te amo, tu não precisas de mim.
Porque tu me amas, eu não preciso de ti.
No amor, jamais nos deixamos completar.
Somos, um para o outro deliciosamente desnecessários.
(Roberto Freire)

*eu amei esse trechinho.

aguardem a nova série eu e roberto e cléo e daniel.

segunda-feira, outubro 02, 2006

aconteceu de novo...


hoje eu fiquei muito feliz
depois de tanto procurar encontrei cléo e daniel
graças ao Tur pelo sebos de fortaleza
eu tava procurando ame e dê vexame
e putz! aqui tem cleo e daniel!!!!!!!!!!
cara fiquei mô contente.
esperei até hoje pra ir comprar.

mas aí aconteceu de novo
a gente andou foi muito pra ir num outro sebo
chegando lá tá fechado (kueinkuein kuein!!!)
aí ao invés de entrar numa rua
ficamos andando na doida
até ki
" a gente tá no dragão?!" (kuein kuein kuein!!!)
ô putaria ! debaixo daquele solzão
(acho ki sou a unica pessoa ki mora em fortaleza há 22 anos ainda se perde. nã!!!

mas valeu a pena hê hê sou caçador de (livros)