terça-feira, dezembro 22, 2009

Lista 1 : Gostos simples.


Andar de pés descalços. Tomar banho ouvindo música. Dormir assistindo televisão. Tomar café de manhãzinha. merendar com os amigos aí. Ganhar roupas que eram preferidas de alguém. Comprar roupas velhas. Achar coisas legais no meio da rua. Olhar pra nuvens do meu quintal. Ir na praia de quase ninguém. Conversar catarinando. Dançar coco. Fazer fanzine. Ganhar fanzine. Vê tocarem violão. Olhar pela janela do ônibus. Sentar no chão. Pular corda com quem gosta de pular. conversar com crianças. rir de piadas bestas. fazer brincadeiras bestas. tantas coisas que não dão pra dizer porque as linhas são poucas para a lista grande.

segunda-feira, dezembro 14, 2009


Me agoneio:
com gente que tem pressa de fazer as coisas.
de gente que tem impaciência de conquistas intimas.
das namoradinhas ciumentas.
de mulherzinha que se mostra que pode conquistar o fulanim.
de você bancando quem você não é só pra agradar ela.
de atorzinho e atrizinha.
de frescuragem chata.
de buneco pra fazer coisas simples.
de natal e ano novo.
de roupa nova.
de gente que se acha muita merda.
de lugares muito cheio de regrinhas.
de besteiras com a minha bagunça.
de besteiras com as minhas tiração de riso.
de besteiras com a minha vontade de merendar.
de besteiras com aquilo.
de besteiras com fome de quilo.
de dor de t.p.m.
as vezes dá vontade de sair de perto disso.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Nucio


Dois gatos no cio. eles se encontram em um telhado qualquer numa noite qualquer e começam a se entender de um jeito só deles. não falam nada. nem pedem permissão. o macho entende que a fêmea tá no cio só pelo seu cheiro. e a fêmea é quem geralmente escolhe o macho que ela vai acasalar. ela sabe pela potência do seu grunhido que ele é bom acasalador. um olha ppara outro e começa a se cheirar, se lamber e logo logo tão acasalando e agora é ela quem geme só porque não consegue conter o prazer dentro dela. depois que gozam. vão embora sem D.R. sem passar o telefone nem nada. De uma certa forma ela sabe que quando ele olha muito pra ela é que eles vão ficar mais juntim. ele sabe que quando ela se deixar ser olhada é que ele vai ficar dentro dela. e ficam naquela briga doida até conseguirem liberar aquilo que tanto queriam junt@s. Nenhum nunca falou sobre isso, nem sabem como aquilo tudo aconteceu dentro da árvore. mesmo com aquele cachorro chato latindo. com @s vizinh@s quase pegando eles no flagra. mas no fim deu certo mais uma vez. ninguém viu. ninguém sabe. só os bichos sabem. acho que eles preferem assim desse jeito sem nunca nada falar e ao mesmo tempo dizerem tanto com aquele grunhido que parece até blues antigo de que os dois gostam tanto.

segunda-feira, novembro 30, 2009

enfanzinada


Um dia desses tava olhando minhas cartas, bilhetes e fanzines antigos. Ái que vergonha de vê como era bobinha, bestinha e doidinha (acho que mais ainda). Me deu vontade de encontrar alguém que eu não conhecesse pra trocar cartas, bilhetes e fanzines. Alguém que gostasse tanto de fazine quanto eu gosto. Pra gente conversar sobre isso. Ou podia ser alguém que odiasse fanzine e achasse isso uma besteira seria interessante. Mas ultimamente menos gentes tem gostado de escrever em cardernos, de fazer fanzines, de ter escritos manuscritos. Eu adoro(-te) escritos manuscritos de vê as letras bem falantes. acho lindo as escritas assim bem feitinhas e até as feinhas podem ser legais. Saudade de algumas coisas de um tempo atrás. Mas acho que elas ficam lá mesmo no seu próprio tempo.

segunda-feira, setembro 14, 2009

I livro : do prazer


aquilo que dá prazer é maior por um instante tão grande que nem importa naquele momentinho de tempo o que virá depois. só o que importa é a boa sensação que temos durante o instante.

sexta-feira, agosto 28, 2009

coisas que guardo.


dia desses eu descobrir que os dragões não conhecem o paraíso. quase na mesma hora também soube que os homens precisam da ilusão do Amor assim como precisam da ilusão de Deus. Quase um tempim depois eu vi que eu fiz uma coisa errada (mais uma). Não seria errada na minha terrinha. Mas pra todas as outras mulheres é sim. Eu não tive culpa. Culpa eu não tive mesmo. eu tive mesmo foi vontade. E eu não vou dizer porque vai parecer que eu sou uma sei lá o quê. Enfim. Talvez nunca mais aconteça. E eu não tô nem aí pela continuidade da coisa. Depois em seguida eu queria botar ele no colo e se pudesse fazê-lo rir pelo menos um pouquinho ( quer dizer eu até fiz). Ele sempre me liagava pra nada. Só pra falar qualquer coisa. E eu agora perdir meu celular. E nem sempre tô em casa. E ele quase nunca olha o e-mail. Talvez eu pudesse mandar umas cartas. È relativamente perto então acho que as cartas chegariam logo então acho que essa vai ser a solução umas cartas. Antes tenho que descobrir o cep dele. Outra porque será que as mulheres se importam tanto que seus homens fiquem com outras ou com a possibilidade de que eles possam ficar outras pessoas. Talvez de vez em quando elas podiam ser a outra pra que isso mudasse de perspectiva. (O que seria traição?) Acho que trair seu impulso pulsante. Isso seria uma tremenda traição com você mesma. "Na verdade foi tudo uma espera pelo homem delas. Eu não entendo isso de espera de mulher. " queria te vê, me peguei pensando em você hoje de manhã. O pior é que eu não sei o seu n° decorado e nem posso te dá um toque a cobrar. Hoje eu vou sair sozinha, experimentar isso de sair sozinha, beber sozinha, dançar sozinha ou simplesmente olhar. Vê como é isso. Mas voltando eu queria só te dá um abraço. Queria que você me ligasse hoje só um pouquinho como você fazia antes para falar de qualquer coisa e no fim eu poder dizer abraço. ah lembra daquele cachimbo que tu me deu? eu ainda tenho ele. Nunca usei porque eu não sei mesmo, mas guardo.
outro abraço.

segunda-feira, agosto 24, 2009

O assassinato do homem invisivel.


Boa noite,

a favela hoje acorda mais triste. Mataram mais um cara.

(Acho que nunca o Jornal Nacional vai falar assim de um cara que morreu na favela. Mas do Michael Jackson eles falam até incher seu saco.)


Não tem ninguém pra velar por ele. Dá pra ouvir as pessoas falando : - Quem era ele? - ninguém sabe quem era ele. - ninguém conhecia ele não. - agente só via ele na esquina. - mas ninguém conhecia ele.

Eu podia dizer, eu conheço ele! Mas praquê? ninguém vai querer saber de nada. quem era ele, o que ele gostava de ouvir, se amava alguém, de onde era. nada. ninguém nem liga pra ele. O que se escuta sobre ele é que ele roubou alguém não sei quando e que por isso foi preso e que agora recentemente tinha saído do presidio. - taí robou o fulaninho de tal! aqui se faz aqui se paga. Ninguém pra dizer ele era tão jovem. até porque ele era tão jovem. Nas antigas quando a gente ainda era adolescente, eu sempre o via por aí, de vez em quando a gente se batia e conversava qualquer coisa sem muita importância. E mesmo agora depois que virou vendedor de drogas ele sempre falava comigo numa boa quando eu passava. ( é vendedor de drogas o nome, porque eu acho que os traficantes mesmo nunca morrem. os traficantes mesmo tão ganhando uma grana com esse negócio. E é eles que cuidam pra que o seu negocio cada vez mais dê certo. Eles tão no poder, no legislativo, no judiciário, no executivo, nas grandes empresas, na mídia, na policia e na sociedade também. Eu não entendo porque essa luta toda de um país pra manter o tráfico na ativa, essa luta pra manter pessoas morrendo. È como numa guerra onde só os soldados e as pessoas que moram próximo as regiões de guerra morrem. Quando um país ganha uma guerra eu lembro logo assim, muita gente deve ter morrido pra isso.). (ave que parentese grande, mas foi só um parentese. vou voltar pro assunto de antes). Eu sinto que é mais tristes quando as pessoas jovens morrem. não sei porque. ainda mais assim assassinada, não sei dizer o porque mas sinto que é mais triste morrer desse jeito. Hoje é dia 25 de agosto quase fim de mês (esse mês de ventos desgostosos). Eu o conhecia e talvez por isso eu tenha me importado tanto com o seu assassinato. Uma pena que essa morte não vai lembrar que tem um monte de gente jovem morrendo, sendo assassinad@s. A partir de amanhã ninguém vai mais nem lembrar. E ele vai ser só mais um homem invisivel.

terça-feira, agosto 18, 2009

A pequena história da maria fumaceira.


qualquer coisinha que ela tem, ela acha logo que vai morrer. mas esse troço estranho que ela tá sentindo. é bem estranho (ela acha que é). aí ela pensa logo: logo, logo vou morrer. ela deve ser meia doidinha a pobi pra sempre achar que vai morrer por tudo. ela não sabe o que tem. ultimamente tem andado com medo de magoar um bom rapaz, ela morre de medo de bons rapazes eles tem umas certas cobranças. e ela nunca soube lidá com isso. aí fica com medo. esses rapazinhos bons que não fumam, não bebem e só fodem com a sua namoradinha se dizerem pra ela que amam e tal. ela acha isso tão brega ter que dizer a alguém que ama, ou que é apaixonada ou alguma coisa do tipo. ela as vezes gostaria de escutar coisas que as palavras não conseguem expressar. essa é a coisa mais dificil de escutar. mas ela também não sabe dizer não. é melhor porque não. do que não.principalmente quando esses bom rapaz é tão legal com ela. não é desses caras que só querem comer ela. esses pelo menos é só sexo. e não tem nada de errado nisso. (isso quando vale a pena pra ela). mas enfim essa dor no peito que ela sente tá parecendo fim de vida. ou fim dessa vida que ela vem levando. talvez essa dor só piore ainda mais o que ela tem. ou melhore quem sabe ( o que ela duvida muito).

sexta-feira, agosto 14, 2009

epitáfio de mim...


eu tava pensando hoje de manhã morrer é como está num desses reality show. você fica muito expost@. quando eu morrer pra quem eu devo deixar meus cds, minhas roupas, meus filmes, meus livros (se quiserem rebolar no mato eu nem vou ligar, já vou tá morta mesmo). mas e os meus livros de cabeceiras que eu tenho dos doze. esses eu não deixaria pra ninguém. alguém poderia queimar. mas concerteza iriam ler. e todas as cartas, bilhetes e cartões. seriam jogados fora. todas as coisinhas que eu compulsivamente nunca jogo no lixo. tudo. é mei trágico saber que todo mundo vai mexer em suas coisas. revirar sua vida. eu gostaria de deixar meus livros de cabeceira pra minha menininha. que ela nunca revelasse nada do que tem anotado. nenhum delirio. nenhuma vontade. nenhum ódio. nenhuma paixão. nenhum amor platônico. nem um amor socrático. nenhum amor de rua. nada. nunca seja revelado nada. acho que neura da minha cabeça é que ultimamente eu tenho pensado na morte, tenho visto ela mais de perto (que as vezes sinto um gosto de água saloba que ficou em mim).

quarta-feira, agosto 12, 2009

vontade dele.


Hoje de manhãzinha fazia um tempim que eu não sentia ele. aí tomei um cafézim. (nunca pensei que café desse vontade dele ó). eu senti o gosto dele em mim. senti seu cheiro. acho que tá na hora de parar de ficar com ele. sinceramente. mas acho que isso é mais por causa da outra. é falta dela. sempre fico mais com ele quando não posso vê-la. caralho. mas eu sou uma droga pra isso. acho que não gosto disso. evitar tanto. controlar o que eu posso fazer nesse momento...

segunda-feira, agosto 10, 2009

se o amor existisse ele seria só uma dança diferente.


eu não estou sentada de cadeirinha porque eu prefiro ficar no chão. na cama. no sofá. lugares melhores de deitar do que a cadeirinha. eu as vezes até penso em não convidar nunca pra você sentar no chão comigo. porque eu não sei como fazer isso. eu prefiro esperar você sentar no chão. porque eu não levanto não ó pra ir até a sua cadeirinha. (faz tanto tempo que não faço isso, sentar de cadeirinha que não sei mais, talvez não goste mais, não sei direito). mas as vezes eu tenho medo de você vir e sentar no chão comigo e possivelmente depois querer que eu sente na cadeirinha com você. ( e eu tenho um medo absurdo de fazer isso. você nem sabe o quanto. quase como o diabo foge da cruz!). Talvez você diga que é covardia. (talvez seja mesmo). Talvez você diga que eu não ligo você. (isso não é verdade). mas é que provar aquilo que eu sinto. eu também não sei. sabe ter que colocar no orkut. e fazer declarações pelo msn. e ligar sempre. e me justificar . ter que falar que eu sento em outros chãos. e perder tudo isso que eu sinto agora. e depois andar de mãos dadas num show. não sei. isso não me atrai mais. eu preferiria que você não segurasse minha mão. mas talvez se você conseguisse ouvi minha música quando ninguém mais estiver olhando. e se você percebesse que eu goste de você pelo jeito que eu danço quando você toca. (sem eu ter que dizer nada pra ninguém). não me incomoda nem um pouco você sentar em outros chãos. as vezes um pouco de medo porque talvez você nunca mais volte pra dançar comigo. mas se você não voltasse. eu sentiria falta porque você dança muito bem. e porque eu gosto muito de dançar. acho que sabe que eu gosto muito quando toca a sua musica leve e produz música em mim. as vezes dá vontade da música. mas eu prefiro nunca dizer. sei lá porque. outras musicas não são tão dançantes prefiro não escutar mais essas morgadas. (tenho medo da sua musica ser ruim e eu nunca mais querer dançar com você). então talvez eu prefira ficar só na vontade do que realmente ter e nunca mais ficar com vontade.

terça-feira, julho 28, 2009

quem sabe o que é ter e perder alguém...


eu sempre penso a vida sem a pensar a morte.

ou talvez a morte tem muito a vê com o jeito de pensar a vida.

sabe essa coisa de fazer coisas que nos faz infeliz.

não sei pra quê.

eu conheci um cara muito perto de mim que não bebia, não fumava e nem se fudia.

e que se fudeu do mesmo jeito.

não tava doente, não foi um assalto, não foi uma doença dst, não foi overdose, não foi nada disso.

foi um acidente. que ninguém tá imune.

mas as vezes a gente é imune a vida.

o bom da vida é só viver e cada pessoa dá o sentido que quiser a isso.

pra mim só vale a pena se fô vivida.

sem eu ter que me preocupar tanto com a minha futura aposentadoria.

se eu tiver que fazer um monte de merda.

se eu tiver que me fuder as vezes.

se eu tiver que ficar alegre.

se eu tiver ficar com o riso frouxo.

eu tô feliz em ser feliz e infeliz por mim mesma.

eu tô feliz em ficar com raiva de gente que me enche o saco.

e tô infeliz em achar que as vezes eu vacilo feio e me fodo.

só fico as vezes de saco cheio se eu tiver que ficar me justificando pra você.

porque eu merendo e porque eu não tenho a menor vontade de fazer coisas que a galera tá fazendo por aí.

as vezes a gente se cansa daqui.

disso tudo.

e depois a gente volta e faz coisas tão boas que dá vontade assim de mecher bem no meio entre o frio na barriga e uma coisa que eu não sei dizer o que é.

meu bemzim eu gosto tanto de tu que quando você sofre desse jeito. eu choro por não poder fazer nada pra te ajudar.

e quando você perguntou se eu sabia o que era essa coisa que você sentia,sabe o que é?

eu disse sei sim.

e passa mesmo?

eu disse que não. não passa nunca só diminui a dor. mas ela sempre fica ali.

depois de um tempo não vai doer tanto quando a gente falar nisso.

mas sempre vai doer.

talvez outras coisas que a gente faça sejam mais alegres pra gente ou mais tristes.

e tudo que as pessoas nos dizem nesse momento as vezes a gente nem liga muito.

mas todos os abraços agora é bom pra gente lembrar.

é por isso que eu não sei dizer nada pra você.

só te abraçar.

sexta-feira, julho 24, 2009

eu queria ir pra bem longe de mim...
de um jeito que só eu pudesse me encontrar
e que você não esperasse nada de mim
além de um simples abraço.

terça-feira, julho 21, 2009

lembrando que ontem foi o dia do amigo. eu sempre achei que @s amig@s fosse as relações mais liberais. a gente pode conhecer vários, ficar amig@s, mas nem sempre é sim tem aqueles/as que querem nos segurar, nunca entendo porque, nunca entendi. não tem como você controlar suas relações é um turbilhão de coisas e de gente as vezes que simplesmente vão acontecendo. e essa coisas de ficar classificando as pessoas, são colegas, amig@s, conhecidos, amig@s coloridos, preto e branco não sei não. não sei não mesmo. ficar com raiva de um/a amig@ pelo jeito da criatura é tão sei lá. :-(

sexta-feira, julho 10, 2009

conto sem dizer.



O que ela deiria se tudo desse errado algum dia. Acho que ninguém entenderia. E como tem uma fama já não muito boa, não ficaria nada bem na pista. Mas talvez ela não se importe com nada disso. Só se importa talvez com a imensa possibilididade das coisas darem errado. E da coisa dela não consegui controlar nunca. Então as coisas as vezes acontecem de um jeito que momento permirti, em lugares estranhos e a luz do céu as vezes. sempre acompanhada dela e dele. eles/elas três tem andado tão junt@s ultimamente. mesmo que alguém falte é como se ela não faltasse nunca pra ela. elas sabem que uma coisa leva a outra assim como ele também sabe. Mas se alguém algum dia soubesse ela não saberia o que dizer. Porque nem mesmo ela entende o que acontece, e acham melhor assim sem nunca discutir e sem dá nomes. nem sabe a frenquência que acontece. mas quase sempre acontece. E se ela faz mesmo sendo arriscoso é porque é muito legal. Mas é sempre bom ela ficar ligada pra que não dá pala. Porque o bom mesmo de tudo é que ninguém sabe. Então é como se fosse um segredo bem guardado e é isso que os mantém junt@s talvez...

domingo, maio 31, 2009

nada de mais

a gente consegue esconder um monte de coisas de todo mundo. menos da gente mesmo. é como uma amiga me falou uma vez. quando você sabe que tem alguém te observando. então você as vezes nem sabe andar direito. é tão chato ter alguém te observando. você se sente vigiada. e aí que acontece o seu auto policiamento. quer dizer eu não consigo achar algumas coisas que faço errado, como merendar por exemplo. é aí que as vezes o nego dá altos vacilos. mas as vezes cortar o cabelo é se fechar que nem um buá. as vezes é aprender com as florzinha que vão embora que todas as maçãs são iguais. e de que a gente é muito fresco por causa de uma ética burguesa idiota. e de que a gente passa vida inteira se matando pra no fim não dá em nada. e de que os abraços podem ser grátis sem nenhum interesse por trás. e que talvez se você ficar mais leve muitas coisa também podem ficar. e de que esse texto tá começando a ficar piegazim.

segunda-feira, maio 25, 2009

Pular corda


Só dá pra pular corda no mínimo com duas pessoas. E as duas pessoas tem que pular juntas. Mas tem gente que não entende isso. Acha que se uma pessoa bambea a corda pra você pular já tá bom. Não sabe que depois você vai ter bambear pra ela também. Mas o bom mesmo é pular corda com duas pessoas bambeando pra você. E nada se compara a pular corda com duas pessoas bambeando e você pulando com mais alguém. é divertido. Mais pular corda só com duas pessoas pode ser muito bom, depende como a pessoa bambea. Mas se você no dia seguinte tem que sozinha se preocupar com a corda sozinha é foda. E você sabe que se a corda é sua @s outr@s nem ligam. Já umas cinco vezes tive que me preocupar sozinha com a minha corda. De como as vezes @s parceir@s de pula corda são tão machistas ou indiferente de não se preocupar também. As vezes eu penso que eu deveria pular corda só quem eu conheço. Mas na hora de pular corda eu nem penso. Se fô ruim pular corda com parceir@. é só não ir mais. Mas as vezes você gosta e toda vez que é convidada pra pular. você vai logo pegar a corda. É quase que instintivo. Você sabe que pode ser bom. E se você merendar então! Vai te dá uma energia danada para pular mais. Mas brincadeira de criança é bom. Então sempre que a vontade chamar para brincar. A gente vai! não dá para controlar os riscos de cair quando uma coisa é boa. As vezes você pula mesmo sem medo.

quinta-feira, maio 21, 2009

Carta pra Alguém...




Se joga mulher.
Tenta se jogar.
Sem medo.

Quantas coisas eu não já deixei de fazer por causa do Grupo Escuta.
E quantas coisas eu já fiz por causa do grupo Escuta tb.

Se o Djaci quer fazer um video comigo, eu faço,
Se o Catarina quer fazer um trbalho comigo, eu faço.
Se o subvercine quer fazer um video comigo, eu faço
Se o cabeça quer eu faço
Se o jogueiro quer eu faço.
Se o benedito quer eu faço
Se o boi do Escuta quer eu faço.
Se as marias quer eu faço.

É tudo teatro pra mim.
É o que eu gosto.
Nem me importa se eu não tenho grana agora. (ainda tô construindo)
Pode ser que lá na frente eu seja lembrada como alguém que se articulou no Teatro de Rua.
Pode ser que não.
Pode ser que lá na Frente eu vá trabalhar como professora e esqueça tudo isso.
Mas foi o que eu quis.
Eu não me arrependo de nada.
São escolhas que eu fiz.
E que se não derem certo por causa de outras pessoas.
É um risco que a gente corre em todo lugar.
Por exemplo um trabalho fixo pode também não dá certo.
E eu poderia me arrenpender porque nem deu certo.
E no fim das contas eu nem fiz aquilo que eu tava afim mesmo.
A gente não Vive pra Sempre.
Já pensou se eu morro cedo como aconteceu com o meu irmão.
Pra que se poupar tanto da vida.
E depois no fim de tudo não fazer as coisas que eu quero.

Por isso eu só tenho uma coisa pra te dizer qualquer decisão que você tomar.

SE JOGA MULÉ!!!

quarta-feira, maio 20, 2009

A arte como mobilização política e cultural.




A juventude que compõe a caravana utilizou a arte o tempo todo chamando a atenção das pessoas para os problemas que afetam os jovens do mundo inteiro. Unimo-nos nessa caravana com intuito de mobilizar outros jovens para discutir questões que nos afligem, direitos básicos e universais como respeito ao ser humano, independente da sua raça etnia ou orientação sexual.






Quando a gente pintava o rosto, se vestia de fita, de chita, botava a boca no megafone e as faixas nas mãos era para “cortejar” outros jovens mostrando que somos capazes de grafitar um mundo mais bonito. Que a gente pode dançar esperanças para situações conflitantes, que às vezes nos matam antes mesmo de tentar. Podemos batucar os nossos gritos de revolta contra opressão que quer nos impedir de ser gente de direito. Encenamos, se colocando no lugar do outro e fazendo isso mostrando que é possível a transformação das pessoas para se indignar contra situação de violências. Através do click da câmera fotográfica mais do que imagens, a gente quis mostrar coisas capazes de dizer sentimentos que as palavras não conseguiam alcançar.






No final de tudo o importante mesmo não é exibir uma solução, mas provocar um bom debate. Até porque cada realidade pede soluções diferentes. Essa é a cara desse pessoal que pegou a estrada, os olhos brilhando com a possibilidade do que nos juntando, outro mundo é possível.




Micinete Mulher! (Caravana de Comunicação e Juventudes -Fortaleza, CE)

sábado, maio 16, 2009

rebordoseando


Uma rebodosa de discussão, cerveja, video - game : mortal kombat, o sandroca só fazia chutar, sessão junk, muito trevo, cigarros, inumeros cafés (né arlene), ele não perdoa, ele é tchaknóia (hehehe), uma pessoa super do bem que nos recebeu tão bem, as massagens engraçadas, as coisas que nós escrevemos, as idéias que tivemos pra revista, os videos que assistimos, a comida boa, os barzim pé-de-rato!!!, não merendamos :-( , a possivel vinda do david pro ceará (ei vem mesmo!), o sandroca apaixonado e romântico (tão lindo), as várias noites que dormimos tarde, os vários dias que ficamos muito ligados intensamente na sistematização, uma rebordosa de dias, de vida boêmia, de tudo... massa galera!

quinta-feira, maio 07, 2009

me balança.


- mesmo depois de tudo, depois eu vou querer me balançar na rede sozinha.
- acho que é uma sina.
- o outro lá? sabia que ele não ia me aguentar.
- eu só ia quando tinha vontade.
- sabia que ele ia querer namorar sério, casar, ter filhos.
- essas coisas que eu não tenho mais saco pra planejar.
- pra sonhar com isso.
- acho que prefiro dormir sozinha.
- acho que prefiro não engordar.
- eu sempre disse a ele que ele ia passar vencer na vida.
- e eu ia ficar andando meio torta nas calçadas.
- mas eu não fico chorando vontade de amores eternos.
- eu mesma não acredito que eu vá viver com isso.
- não é tristeza nem melancolia.
- é porque tô escutando a tristeza bonita...
- aí fico assim.
- é também porque tu fica com receios das coisas.

terça-feira, maio 05, 2009

eu caio no chão


no chão eu escuto o rapaz mais triste do mundo. quando me distraio eu também escuto umas músicas velhas. umas músicas de amor dedicada para maria betânia, uns afro sambas e uns sambas produto do morro. eu escutei bem mais coisas no chão. eu gostaria de escutar mais coisas do que eu escutei. umas coisas tristes. mas eu não sei explicar como é isso porque é uma tristeza bonita de se ouvir. mas sempre me deixam triste essas coisas de tristeza bonita. é por isso que eu prefiro lê escutando uns sambas antigos. encantada com essa tristeza.

sábado, abril 25, 2009

coisas de mãezinha.


eu chamo minha vó de mãezinha tod@s @s meus prim@s também. eu me alembro(era assim que ela dizia) que ela ficava acordada até tarde fazendo chapéu de palha. fazia um café bem forte e era ela quem pilava o café. acordava cedo pra varrer o terreiro que era grande. e me abençoar era dizer que gostava de mim. pedir a benção pra ela era dizer que eu gostava dela. a primeira vez que eu me perdi tava com minha mãezinha aqui em fortaleza quando tinha uns 4 anos. hoje em dia durmo tarde também por causa dela e sempre lembro dela quando vejo um chapéu de palha. detesto café fraco porque me acostumei com o café dela. não acordo mais cedo e nem peço mais a benção pra ninguém. ainda hoje me perdo muitas vezes mas ontem eu me perdi da mãezinha pra sempre.

quinta-feira, abril 16, 2009

que nem buá.


as vezes que nem buá ela demora se abrir. quando abre é quase se fechando. finalmente ela se abre inteira sem medo nenhum. lá vem ele e pisa nela. ela se fecha todinha e sinto muito meu bem mas acho que talvez não abra mais.

sexta-feira, abril 10, 2009

adora o sim.


dá seu sim pra quem ela quer. só dá seu sim de verdade. negócio de poquim. dá seu não pra trator. os tratores enchem o saco. ele vai com tudo pra cima de uma flor que as vezes fica no meio do nada. fora da roda. os tratores acham mesmo que só porque elas estão lá fora da roda que ela vai se entregar facilmente. sai fora! não! porque? porque não. porque não quer. não quer ir e pronto. sem motivos e nem satifações a dá. enchem o saco! esse tipo de flor adora dá sim. não tem problemas com o sim. mas só dão seu sim quando querem. sim para o sol com sua luz forte e delicada. só dá sim para o vento que se vai sempre. pros tratores sempre não. porque? porque não gosta de tratores. eles não entendem como a luz deve chegar até uma flor. como o vento deve chegar até a flor. as flores entendem bem qual melhor jeito de receber luz e calor. sabe como é bom receber o vento. não vai se contentar em ficar presa num jarrirréi. recebendo vento quando alguém abre a janela. quando alguém abre uma frestinha pra entrar o sol. mas ela também sabe como não é nada fácil encontrar um bom vento que chega mansim, mansim refresca legal e vai embora sem deixar estragos em suas pétalas.

quarta-feira, abril 01, 2009

não me empurra agora vai!


tô com tanto medo.

enquanto ela não vem.

meu medo aumenta a cada dia.

acho que vou morrer de tanto medo.

precisava que você pegasse na minha mão se isso fô verdade.

mas eu acho que vou me fudê sozinha.

e você não vai nem ligar.

sempre é assim.

mas o que eu posso dizer me é que tenho medo.

medo de ter que fazer coisa ruim comigo.


quarta-feira, março 11, 2009

- fita meus olhos lua cheia?


ontem quando ele tava se pondo. quase não deu pra vê-lo. eu já tava procurando ela. e

direpente eu a vejo assim quase de surpresa. linda meia amarelona quase rosada. tão linda, tão linda que dava pra comê-la. comer ela de uma vez, de verdade, di cum força da delicadeza. sei não. sei nem porque digo todas essas coisas. era só pra te dizer que ela tava linda. quase que num meio de um circulo gentil, bem no meio mesmo tinha fogueira a muito custo. a fogueira não tava com muita coragem de se ascender. aí ficava timidazinha bem na dela. só sendo olhada por ela. que por sinal queria dizer de novo que tava muito bonita. poizé no meio dessa rodona tinha conversa. tinha apertos de mão. tinha uns tambor. tinha um deus chamado Narg Elê. altivo sendo abraçado e beijado por todos. pra depois nascer uma roda que tinha uma cartola bonita e preta. com cantorias lindas. vem depois um violão solitário de um olhar. mas não esse olhar só pensava nela que tava cada vez mais bonita. É assim que fortaleza as vezes se reune tão longe de Fortaleza. bem lonjão mesmo. sendo picada. mas sem parar de olhar pra ela. inventa e reinventa espaços de gentes que se abraçam que se tocam nuns tambor. sem ligar pro tempo. pra no amanhecer ter um tempo de chuva e se molhar com ela. lembrando que ontem só fitava ela. só olhava ela. embriagada da sua beleza. Hoje ainda vi sim ela. mais bonita. dessa vez ela me olhou. ela a lua, lembra?

quarta-feira, março 04, 2009

dá uma olhadinha que é massa.




simplesm
ente suas animações são como pinturas a dedo
no céu.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

minha cripitonita


ô mulher a minha cripitonita é ele. eu não sei o que dizer então abraço. não sei como agir então falo um monte coisa assim tudo misturado. as vezes eu acho que ele não entende nada do que eu falo. mas eu me ligo de mais no que ele é falo. fico as vezes querendo ele muito. mas eu desisto. porque tenho medo de querer ele até doer. é isso. é pronto contei. agora você já sabe. eu sei. tu faz essa cara assim de desacreditamento. mas é mesmo verdade. eu não sou durona coisa nenhuma. tenho uma timidez nesse cantim aí. então é por isso que eu não tenho coragem de dizer nada pra ele. porque ainda gosto muito das conversas e dos abraços. prefiro ainda ficar por aqui. só. olhando pro sol e sentindo o seu abraço...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

dança das nunvens...

Olhando assim pro céu umas danças de urubus passariavam por lá naquele cima. Aí de vez que em quando umas musicas são cantaziadas e vez por outra as boas chuvinhas com gotas que se pareciam com mãos. e chuvaradas de batidas aceleradas no ventre da estrada. pareando e um tal de destino se aproximando e sons de gentes juntas ia se aumentando na melodia. Aí que no fim uma sensação de não ter sido uma estrada. uma talzinha de leve (levíssima quase nas nunvens) uma talzinha de levizinha de sensação de na verdade ter sido uma viagi...

as vezes uma bad.

o que todo mundo chama de imprevisto eu prefiro dizer caos. o que vem a ser aquela coisa que não te dá garantia de que seus planos realmente se realize. então não adianta ficar com medo. porque não encarar a vida como se a gente só vivesse um miléssimo de segundo de vida. não planejar talvez seja legal. ou talvez seja bom planejar mas se cricrizar. não fazer amor com hora marcada. e não ter medo de fazer coisas que te dão prazer. só porque você pode morrer daqui alguns anospor fazer algo errado. ou coisas que vão prejudicar sua futura aposentadoria. porque não viver como se fossemos morrer mesmo a qualquer instante de tempo. porque não aproveitar as combinações do caos ( ou imprevisto). curtir as coisas que acontecem sem você esperar. poderia até ter ficado num escafandro imagine aí. e eu agora adoro os acasos que acontecem ainda mais mais e mais.