sexta-feira, agosto 27, 2010

Matou o amor.


Ficou lembrando daquele romance que ela gostava tanto e que agora ficou parecendo auto ajuda sabe-se lá porque. Se fosse uma peça de teatro ( convenhamos) ela seria o dr. Flüguel ( nem sei se é assim que se escreve) e ele seria o Coiote. Ele todas as meninas gostam. Sempre ficou com várias. Sempre se interessou por várias. Ela morrendo de medo deles. Tímida pra dizer que tá afim só de umazinha e depois ir embora amanhã sem deixar o telefone. Tímida pra dizer que tá morrendo de apaixonada por ele muito antes dele se tocar que se apaixonou por ela. Não seria a menina alternativa que tá na moda (baseada em relatos de um amigo). Nem seria considerada a menina alternativa. Nem seria punk o suficiente pra ficar com outr@s sempre. Nem se interessa facilmente por qualquer um assim. Talvez meia travada pra ter curtido mais. Travada de mais pra ter levado mais nãos. A ponto de ter sempre guardado em segredos seus amores. A ponto deles até hoje nunca saberem que ela os amou. Até um dia ter acontecido algo ordinariamente. Começou a se interessar pelo submundo. Começou a se apaixonar pelo sujo. Começou a sentir Tesão pela madrugada das esquinas escuras. Começou a achar besta de mais a caça que eles fazem. Começou a não querer ser mais a caça ( talvez nunca tenha querido ser). Começou a cansar de esperar. Pronta pela primeira vez pra sofrer por gostar de alguém. E adorou essa tranqüilidade de gostar. Talvez pela primeira vez sem medo de receber um NÃO. Pela primeira consegue ficar de pernas abertas totalmente. Pela primeira vez conseguiu matar o amor. Ela matou o amor sem nenhum ritual de depois enterrá-lo. Agora satisfeita como alguém que se balança numa rede só com intenção de receber vento...

domingo, agosto 22, 2010

Vontade de redinha.


Vontade de redinha a balancar nas tardes da semana com ventim no pescoço.